Não há coincidências na política

Veto do STF à reeleição no Congresso acabou com censura no Senado

PEC para beneficiar Alcolumbre tinha 99% de rejeição no e-Cidadania quando o Senado o censurou por três meses

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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Ex-presidente do Senado, tem sido aconselhado a renunciar para evitar a vergonha da cassação e de ficar inelegível até as eleições de 2030. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Logo após o Supremo Tribunal Federal sepultar planos de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre de se reelegerem presidentes da Câmara e do Senado, a ferramenta de avaliação de projetos do Congresso e o portal e-Cidadania (magicamente) voltaram a funcionar.

Em setembro, uma proposta para mudar a Constituição e beneficiar a dupla do DEM bateu recordes de rejeição em poucas horas, chegando a mais de 99%. Resultado? O Senado censurou a ferramenta, retirando-a do ar, alegando “manutenção”. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Apesar de o Senado atribuir à “manutenção” as falhas no e-Cidadania e na avaliação de projetos, ficaram fora do ar por mais de três meses.

A desculpa do Senado era reforçar o sistema para aguentar as votações remotas e o esforço concentrado pré-eleição. Conversa para boi dormir.

A PEC da reeleição de Maia e Alcolumbre voltou ao ar com mais de 9,1 mil votos contrários e apenas 148 a favor: 99% de rejeição.

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