Poder sem Pudor
Insolência procedente
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Jânio Quadros visitava o Recife, em campanha para presidente, quando um repórter resolveu crivá-lo de perguntas impertinentes. O homem da vassoura manteve a fleuma até quando o jornalista perguntou se era verdade que, como governador de São Paulo, em ocasiões sociais, ele costumava tirar o sapato para alisar o tornozelo de uma bela senhora, mulher de um dos secretários estaduais. “O senhor é muito insolente!”, exclamou Jânio, levantando-se. E diante do silêncio geral que se seguiu, quando os presentes achavam que ele explodiria de indignação, Jânio se entregou: “Há homens burros e mulheres feias, meu caro, mas este caso era o de um casal perfeito!”
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