Zema sinaliza apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno e critica Lula
Pré-candidato do Novo nega definição sobre vice, diz que debate é prematuro e faz ataques ao governo e ao Judiciário durante evento em SP
O pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (28) que deve apoiar o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições. A declaração foi dada ao ser questionado sobre a possibilidade de compor como vice na chapa do parlamentar.
“Nós estaremos juntos no segundo turno. Eu falo que estou junto para poder tirar o PT de lá. Então, no segundo turno, estaremos todos juntos”, disse Zema.
A fala ocorre em meio a especulações sobre uma possível aliança entre Novo e PL, incluindo a hipótese de o ex-governador mineiro assumir a vice na candidatura de Flávio. Questionado sobre as negociações, Zema afirmou que ainda não participa das articulações.
“Está muito prematuro, isso vai ser decidido mais adiante. No Novo, temos uma separação: eu, como mandatário e candidato, fico um pouco mais distante. Isso é com Eduardo Ribeiro. Vou participar da escolha, mas o partido que define”, declarou.
Durante visita à 31ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), Zema também comentou a relação entre os Poderes e afirmou que vê possibilidade de harmonia entre Executivo e Judiciário, desde que ambos atuem com independência. Na mesma ocasião, o pré-candidato fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal.
“Precisamos de um líder com credibilidade e não de um líder com um histórico criminoso”, afirmou.
Ele também questionou a atuação da Corte, dizendo que o país precisa de um Judiciário “sem amarras”. Zema ainda rebateu críticas feitas pelo ministro Gilmar Mendes sobre seu uso da língua portuguesa.
“Acho que o ministro é que está usando um português muito esnobe por estar isolado da sociedade brasileira”, disse.
O embate entre Zema e o decano do STF ganhou força após a divulgação, pela equipe do pré-candidato, da série “Os Intocáveis”, nas redes sociais, com críticas a ministros da Corte. A tensão aumentou depois que Gilmar Mendes solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news.