Visitas proibidas

Marinho lembra visitas a Lula e diz que medida de Moraes é autoritária

Alexandre de Moraes proibiu, por 90 dias, visitas de Flávio Bolsonaro ao pai

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Senador Rogerio Marinho (PL-RN) é líder da oposição. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

Líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que proibiu Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai Jair Bolsonaro.

Marinho diz que a medida do magistrado é desproporcional e “tenta tornar o ex-presidente incomunicável. Uma clara interferência no jogo político.”.

“Nesta segunda-feira (13), o ministro proibiu, por 90 dias, visitas de Flávio ao ex-presidente. A proibição ocorreu após leitura de uma carta de Bolsonaro, no sábado (11).

O senador potiguar ainda comparou a situação com a prisão de Lula, em 2018, quando recebia visitas e mantinha ativa articulação política.

Veja a íntegra da manifestação de Rogério Marinho

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir o senador Flávio Bolsonaro de visitar o próprio pai, por ter divulgado uma carta escrita por Jair Bolsonaro, é autoritária, desproporcional e, na prática, tenta tornar o ex-presidente incomunicável. Uma clara interferência no jogo político.

A medida reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual. Parte do Supremo Tribunal Federal abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar, aos olhos de milhões de brasileiros, como adversário político de Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e de todo o campo de oposição.

O contraste é evidente. Preso em 2018, Lula recebeu centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados, inclusive Fernando Haddad. Durante a campanha eleitoral, manifestou-se publicamente por cartas, chegando a pedir votos para o candidato que o substituiu. Ainda preso, concedeu entrevistas à imprensa em 2019, e suas declarações repercutiram amplamente nas redes sociais.

Não reivindicamos privilégios, mas igualdade perante a lei. Punir um filho e impedir o contato familiar porque ele tornou pública uma mensagem do pai representa uma grave tentativa de silenciamento.

Calar um preso dessa maneira é inconstitucional e representa a retomada de práticas próprias de regimes autoritários. Calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa.

Senador Rogério Marinho
Líder da Oposição no Senado Federal”