Ministro do Trabalho

Marinho diz ser ‘radicalmente contra’ uso do FGTS na compra de carro zero

Anfavea quer usar FGTS para reaquecer o mercado

acessibilidade:
Luiz Marinho chamou a possibilidade da Uber deixar o mercado brasileiro de "chantagem" (Foto: Valmir Franzoi).

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou ser “radicalmente contra” usar o Fundo Nacional de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para compra de veículos. A declaração veio nesta quarta-feira (12), em uma comissão na Câmara dos Deputados, em resposta a uma medida proposta pelo setor automobilístico na última segunda-feira (10).

“Não sei se tem alguém do governo que tem alguma posição. A minha posição, como ministro do Trabalho, é radicalmente contra”, disse Marinho.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, disse em uma entrevista coletiva na segunda-feira (10), que a liberação de parte do FGTS para compra de carros novos seria “muito importante” para o aumento de vendas na área , “reaquecimento do mercado” e geração de empregos.

“Nós estamos falando aqui de carro popular. Mas se houvesse essa possibilidade de parte do Fundo de Garantia do Trabalhador pudesse ser usado para a renovação da frota, para compra do carro novo, para o primeiro carro, com o programa que o governo entender que seja o programa adequado. Na nossa avaliação, isso teria um efeito muito importante na explosão das vendas e no reaquecimento do mercado”, declarou Márcio.

O presidente da Anfavea citou um exemplo ocorrido no Chile para complementar sua opinião. Ele disse que no ano passado o país liberou parte do Fundo da Previdência para os trabalhadores comprarem carros novos e após a medida ser executada “as vendas estouraram”.

“São medidas como essa que a gente tem tentado analisar em conjunto. Precisamos aquecer o mercado, gerar emprego”, destacou.

 

 

 

 

Reportar Erro