preso novamente

Vorcaro ordenou agressão a jornalista e ex-auxiliares

As ameaças também foram deferidas a ex-empregados e concorrentes

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. (Foto: Banco Master/Divulgação).

A Polícia Federal (PF) identificou, em nova fase da operação Compliance Zero, que o banqueiro Daniel Vorcaro, preso nesta quarta-feira (4), ordenou ataques a pessoas que poderiam ser “prejudiciais” aos seus interesses à frente do escândalo do Master. A lista incluiu jornalistas, ex-empregados e concorrentes.

Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, na primeira fase da operação, mas foi solto em sequência. Na época, o empresário foi intimado a usar tornozeleira eletrônica e proibido de deixar o Brasil.

Segundo os autos da PF, o banqueiro obtinha um grupo de mensagens no celular, denominado “A Turma”, destinado à obtenção ilegal de informações sigilosas e intimidação de profissionais da comunicação que denunciaram a fraude bilionária.

Um dos profissionais citados por Vorcaro teria sido o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que foi um dos primeiros a publicar informações sobre o caso Master.

Em mensagens, Vorcaro determinou “dar um pau” e “quebrar os dentes” do jornalista.

Faziam parte desse grupo o cunhado de Vorcar, Fabiano Zettel, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, chamado de “Sicário” pelos integrantes. Todos foram alvos de prisão pela PF.

Sicário era um coordenador operacional para o esquema de intimidação de profissionais que denunciaram as fraudes bilionárias. Em conversa, ele teria sugerido a simulação de assalto contra o jornalista.

A defesa de Daniel Vorcaro negou os novos atos imputados ao banqueiro no desdobramento da operação.

Veja a íntegra:

A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.

A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições.

 

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