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Vorcaro nega ser mandante dos ataques virtuais contra o Banco Central

Empresário nega "veementemente" relação com perfis que miraram autoridades e afirma colaborar com investigações

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. (Foto: Redes Sociais).
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. (Foto: Redes Sociais).

O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, negou formalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) qualquer participação em campanhas digitais coordenadas para atacar o Banco Central (BC) ou investigadores envolvidos em seu processo. Em petição endereçada ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que apura a tentativa de venda do banco ao Banco de Brasília (BRB), a defesa assegurou que o banqueiro não possui relação com os perfis de redes sociais que promoveram ofensivas contra instituições regulatórias.

No documento, os advogados de Vorcaro afirmaram que o empresário “nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central”. A defesa argumenta que, longe de ser um articulador de ataques, o controlador do Master se vê como o verdadeiro alvo de difamação. Por conta disso, solicitou à Suprema Corte que apure a origem de supostos vazamentos e a propagação de notícias falsas contra ele e outros citados no processo.

A manifestação ocorre no momento em que a Polícia Federal (PF) realiza apurações preliminares sobre 46 perfis suspeitos de realizar ataques simultâneos e publicar conteúdos tendenciosos contra o Banco Central. As investigações preliminares sugerem que a intensificação desses ataques coincidiu com conflitos judiciais entre advogados e investigadores no STF e no Tribunal de Contas da União (TCU). Caso as irregularidades sejam confirmadas, a polícia poderá instaurar um inquérito formal para identificar os financiadores da rede.

A defesa de Vorcaro reforçou que ele tem colaborado integralmente com as autoridades, tendo respondido a todos os questionamentos em oitivas e acareações realizadas na Suprema Corte em dezembro de 2025. Os advogados garantiram ainda que o empresário cumpre rigorosamente todas as medidas cautelares impostas, mesmo classificando-as como “desnecessárias e injustas”.

A petição busca neutralizar as suspeitas de que Daniel Vorcaro teria utilizado uma estrutura de influenciadores para gerenciar crises de imagem e retaliar autoridades após a liquidação de suas instituições financeiras. Paralelamente a esse embate no STF, Vorcaro continua contestando a liquidação do banco na Justiça dos EUA, onde sustenta que a medida adotada pelo Banco Central no Brasil ainda pode ser revertida.