Valdemar crava vitória da oposição em 2026 e aponta fraqueza de Lula
Com rejeição recorde do PT e Flávio Bolsonaro no horizonte, presidente do PL afirma que oposição só perde a eleição só se cometer erros graves
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, demonstrou forte otimismo em relação ao cenário político para a eleição presidencial de 2026.
Durante sua participação na Marcha para Jesus, em São Paulo, o dirigente partidário enfatizou que o campo da oposição ao atual governo possui todas as condições estruturais e eleitorais para retomar o Poder Executivo, condicionando o resultado positivo apenas à capacidade de articulação interna do grupo.
Segundo a avaliação de Valdemar, a conjuntura política atual aponta para uma vantagem competitiva nítida da direita, consolidada pelo desgaste contínuo da gestão petista.
O líder partidário destacou que o principal fator de impulsionamento da oposição é o teto de rejeição enfrentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atualmente atinge a marca de 48%.
Diante desses dados quantitativos, Costa Neto foi enfático ao declarar que a oposição só deixará de vencer o pleito se cometer erros graves de estratégia ou demonstrar incompetência técnica e política ao longo da campanha.
Como pilar dessa estratégia de retorno, o PL já trabalha com um nome de peso para encabeçar a chapa majoritária: o senador Flávio Bolsonaro (RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República.
A escolha do parlamentar visa unificar o eleitorado conservador e dar continuidade às pautas defendidas pela base de sustentação do partido, focando na retomada do crescimento econômico, na geração de empregos e no desenvolvimento produtivo do país.
Ao fazer um resgate do histórico recente, o presidente do PL defendeu o legado deixado pelo governo de Jair Bolsonaro.
De acordo com o dirigente, a gestão anterior obteve êxito na entrega de resultados expressivos para o Brasil, mesmo enfrentando severas limitações externas, uma vez que o ex-presidente governou de forma plena por apenas dois anos, tendo o restante do mandato impactado diretamente pelo fechamento das atividades econômicas durante a pandemia de covid-19.
No plano internacional, Valdemar também indicou pragmatismo e estabilidade nas relações exteriores.
Ao ser questionado sobre possíveis atritos comerciais com os Estados Unidos e a ameaça de aplicação de novas tarifas ao mercado brasileiro, ele garantiu ter convicção de que haverá um entendimento diplomático e econômico direto entre as duas nações, superando eventuais crises e garantindo o avanço econômico que o Brasil necessita para o próximo período.