Fim do impasse

Tribunal Superior do Trabalho encerra greve dos Correios e fixa acordo coletivo

Corte mantém maioria das cláusulas, determina reajuste salarial e restabelece benefícios até 2026

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Ministro Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou em dezembro o dissídio coletivo entre os Correios e seus empregados, determinando o encerramento da greve e o retorno imediato às atividades.

O processo foi levado ao tribunal após mais de cinco meses de negociações sem acordo. Dias antes do julgamento, os funcionários haviam rejeitado uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pela estatal.

Por maioria, os ministros decidiram manter a maior parte das cláusulas negociadas e fixaram as condições por meio de sentença normativa, válida até 31 de julho de 2026. A decisão prevê reajuste salarial de 5,1% a partir de 1º de agosto de 2025. O percentual também será aplicado a benefícios como vale-alimentação e refeição, vale-cesta, auxílio-dependente e reembolso-creche.

O TST ainda assegurou o restabelecimento de benefícios suspensos anteriormente por decisão do ministro Alexandre de Moraes e incluiu cláusula que garante jornada especial reduzida para mulheres com filho ou dependente com deficiência, sem redução salarial e sem necessidade de compensação de horário.