Alvo da PF

‘Tentativa de manchar minha honra’, diz Ciro após operação da PF

Investigação aponta que o senador recebia uma mesada de até R$500 mil no caso Master

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Senador Ciro Nogueira. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado).

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), se manifestou na tarde desta sexta-feira (8), sobre a operação da Polícia Federal (PF), onde o parlamentar teve mandado de busca e apreensão contra ele, na quinta-feira (7).

Em nota compartilhada nas redes sociais, Ciro afirmou que a medida tem o objetivo de “manchar a honra pessoal” dele. O senador destacou ainda estar “completamente indignado” com a situação.

Veja abaixo a nota completa:

“Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo:

Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos.
Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição.

Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?

Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim.
Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons.

Obrigado pelas manifestações de apoio e carinho comigo e com a minha família. Que Deus continue abençoando o Piauí e o Brasil.
Vamos com tudo!

Atenciosamente,

um cidadão completamente indignado
Senador Ciro Nogueira”.

Como mostrou o Diário do Poder, a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga o escândalo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, mirou o senador.

De acordo com as investigações, o senador receberia dinheiro em espécie e uma mesada que passou de R$30 mil para R$500 mil nos últimos oito meses antes da prisão do banqueiro.

As investigações conferem a Nogueira papel central no caso Banco Master, inclusive por suas iniciativas de interesse de Vorcaro, como seu projeto propondo aumentar para R$1 milhão o valor do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), atualmente em R$250 mil, para dar maior margem de manobra para as operações consideradas até mesmo irresponsáveis do Master.

A proposta apresentada por Nogueira, segundo a PF, foi redigida no Banco Master, e acabou derrotada no Senado.

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