STF sugere ampliar proteção para André Mendonça e familiares
O ministro tem ganhado notoriedade pelo trabalho prestado à frente das relatorias do caso do Banco Master e da CPMI do INSS
A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) aconselhou estender o esquema de proteção ao ministro André Mendonça, relator do caso Master e da CPMI do INSS, junto de sua família.
O esquema de segurança é focado para o ministro, o que já acontece com os demais integrantes da Corte. A nova proposta prevê que agentes estejam presentes a deslocamentos da esposa e dos filhos de Mendonça, garantindo a proteção.
Segundo o G1, os auxiliares indicam que o ministro deve concordar com a nova medida, caso seja de fato viável. Mendonça, que também é pastor, utiliza colete à prova de balas durante suas pregações na igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.
O ministro tem ganhado notoriedade pelo trabalho prestado à frente das relatorias do caso do Banco Master e da CPMI do INSS.
Na última quarta-feira (4), Mendonça decretou a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, descrito como o líder de uma “organização criminosa” que funcionava como uma “milícia privada”.
Segundo os autos da PF, o banqueiro obtinha um grupo de mensagens no celular, denominado “A Turma”, destinado à obtenção ilegal de informações sigilosas e intimidação de profissionais da comunicação que denunciaram a fraude bilionária.
Um dos profissionais citados por Vorcaro teria sido o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que foi um dos primeiros a publicar informações sobre o caso Master.
Em mensagens, Vorcaro determinou “dar um pau” e “quebrar os dentes” do jornalista.
Faziam parte desse grupo o cunhado de Vorcar, Fabiano Zettel, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, chamado de “Sicário” pelos integrantes. Todos foram alvos de prisão pela PF.
Sicário era um coordenador operacional para o esquema de intimidação de profissionais que denunciaram as fraudes bilionárias. Em conversa, ele teria sugerido a simulação de assalto contra o jornalista.
A defesa de Daniel Vorcaro negou os novos atos imputados ao banqueiro no desdobramento da operação.