Corrida ao Senado

Tarcísio critica Tebet e Marina por disputa em SP: ‘Não representam os paulistas’

Governador defende que SP seja representado por políticos com trajetória construída no estado

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) | Foto: Pablo Jacob / Governo de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou as pré-candidaturas das ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) ao Senado por São Paulo durante encontro com integrantes do Republicanos.

As declarações ocorreram em meio às articulações para as eleições de 2026 e reforçaram o posicionamento do governador em defesa de candidatos que tenham trajetória política consolidada no estado.

Em seu discurso, Tarcísio afirmou que tanto Tebet quanto Marina construíram suas carreiras políticas fora de São Paulo.

Segundo ele, Simone Tebet representou Mato Grosso do Sul ao longo de sua vida pública, enquanto Marina Silva teve sua trajetória vinculada ao Acre antes de exercer mandato como deputada federal por São Paulo.

O governador declarou que a população paulista deve ser representada por políticos com histórico de atuação no estado.

O governador também afirmou que as duas ministras “levaram cartão vermelho” nos estados onde consolidaram suas carreiras e disse acreditar que elas não terão sucesso eleitoral em São Paulo.

Tarcísio acrescentou que seu grupo político trabalhará para eleger candidatos que, segundo ele, tenham ligação direta com os interesses dos paulistas.

As declarações ocorreram em um momento de intensificação das movimentações políticas para a disputa de 2026.

Simone Tebet oficializou a transferência de seu domicílio eleitoral para São Paulo, enquanto Marina Silva, embora tenha iniciado sua trajetória política no Acre, atualmente exerce mandato de deputada federal pelo estado paulista.

Tarcísio, por sua vez, nasceu no Rio de Janeiro e transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo antes das eleições de 2022, quando disputou e venceu a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes com apoio do então presidente Jair Bolsonaro.

Na época, a mudança também foi alvo de questionamentos, mas sua candidatura foi mantida pela Justiça Eleitoral.