Pão com mortadela

Pelegada petista arruma confusão em visita de Nunes a tenda contra dengue

Sindicalistas ligados à CUT/PT diziam que prefeito "abandonou São Paulo"

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Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).(Foto: Divulgação/Alesp).

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi recebido na zona leste paulistana nesta quinta-feira (14) com uma confusão entre representantes petistas do Sindsep (Sindicato de servidores municipais) e claque de apoiadores. 

Ao lado da primeira-dama Regina Carnovale Nunes, o prefeito visitou as tendas de atendimento à dengue na UPA Tito Lopes, em São Miguel Paulista, que estava lotada de pacientes. 

Os sindicalistas erguiam cartazes pedindo reajuste salarial e dizendo que Nunes abandonou São Paulo. O Sindsep é ligado à CUT, que apoia o Partido dos Trabalhadores (PT). Nunes é candidato à reeleição à prefeitura de SP e tem como principal opositor o deputado Guilherme Boulos (Psol), que tem a pré-candidatura apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo PT. 

Os apoiadores de Nunes abafou o protesto com gritos de apoio. Integrantes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) cercaram os sindicalistas, que tiveram seus cartazes amassados pelos apoiantes do prefeito. 

Um deles chamou o grupo baderneiro petista de “pão com mortadela” e disse que eles não tinham cara de trabalhadores ou professores. Em meio aos apoiadores, Nunes não interagiu com os manifestantes. 

Boulos e Nunes lideram tecnicamente empatados a pesquisa Datafolha divulgada nesta semana sobre a corrida eleitoral de 2024 para a Prefeitura de São Paulo.

Com a polarização nacional consolidada no pleito municipal, Boulos marca 30% e Nunes tem 29% estão isolados do segundo pelotão de pré-candidatos. O psolista tem o presidente Lula como seu cabo eleitoral, enquanto o prefeito conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Tabata Amaral (PSB) marca 8%, seguida de Marina Helena (Novo) com 7%, Kim Kataguiri (União Brasil) com 4% e Altino (PSTU) com 2%.Outros 14% declaram voto em branco ou nulo, enquanto 6% não sabem em quem votar. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

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