Senival Moura

Amanda defende cassar vereador do PT ligado ao PCC

Vereadora do União defende tolerância zero contra a bandidagem

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Amanda Vettorazzo, vereadora paulistana. (Foto: Reprodução/Instagram/Acervo Pessoal).

A vereadora paulistana Amanda Vettorazzo (União) entrou em campo após a deflagração da Operação Última Parada, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, e protocolou uma representação na Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo contra o vereador Senival Moura (PT).

A parlamentar pede a abertura de um procedimento para investigar possível quebra de decoro parlamentar diante das apurações que indicam um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) envolvendo a empresa de ônibus Transunião.

A operação levou à prisão temporária de Senival Moura e determinou o bloqueio de bens e o afastamento de dirigentes da concessionária investigada.

Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, há suspeitas de que a empresa tenha sido utilizada para ocultar recursos ligados à organização criminosa. As investigações ainda estão em andamento e não há condenação definitiva contra o vereador.

Para Amanda, a gravidade das suspeitas exige uma resposta institucional da Câmara, independentemente do resultado da investigação criminal. Segundo ela, cabe ao Legislativo avaliar se os fatos investigados são compatíveis com a permanência de um parlamentar no exercício do mandato.

“A operação explicita o quão enraizado está o crime organizado em todos os âmbitos da sociedade. Independentemente do desfecho da investigação criminal, a Câmara Municipal tem o dever de fazer sua parte e apurar, por meio da Corregedoria, se um vereador investigado por fatos dessa gravidade reúne condições de continuar exercendo seu mandato”, afirmou.