Acabou no Irajá

Com reeleição difícil no Rio, Maia ganha boquinha no governo Doria

Reeleito a duras penas em 2018, Maia abandona o Rio para se fixar em SP

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O governador de São Paulo, Joao Doria, com o coordenador da sua campanha, Rodrigo Maia - Foto: divulgação.

O deputado e ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia foi anunciado pelo governador de São Paulo, João Doria, para ocupar o cargo de secretário de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo. A nomeação deve ser publicada na edição do Diário Oficial desta sexta-feira (20).

De volta ao chamado “baixo clero” da Câmara, Maia está longe do noticiário desde que foi expulso do DEM, por decisão do seu diretório nacional, após ofender o o  presidente do partido, ex-prefeito de Salvador ACM Neto.

Rodrigo Maia atacou o presidente do DEM porque não se conformava com a derrota humilhante do seu candidato à presidência da Câmara, Baleia Rossi (MDB-SP), para o atual presidente da Casam, deputado Arthur Lira (PP-PI).

Não eram ‘fake news’

No começo do ano, aparentemente ofendido com as notícias, chamou de “fake news” a possibilidade de assumir o cargo no secretariado do governo Doria, em São Paulo. E o cargo na ocasião seria o de chefe da Casa Civil, um dos mais importantes. Mas agora parece estar cansado do ostracismo.

Com dificuldade para se reeleger deputado federal no Rio de Janeiro, Rodrigo Maia já havia sinalizado que não tentaria novo mandato. Por isso, sua transferência para outro Estado evidencia essa decisão.

Em 2018, mesmo como todo-poderoso presidente da Câmara, ele quase não conseguiu se reeleger, obtendo apenas 74mil votos. Foi um dos deputados federais menos votados da bancada do Rio de Janeiro, e assegurou novo mandato graças à coligação e cálculos e coeficiente eleitoral.

Sempre encontra ‘salvadores’

Rodrigo Maia sempre depende de “salvadores” que o resgatem do baixo clero da política, como o faz agora o governador de São Paulo. Aconteceu também quando Michel Temer (MDB) assumiu a presidência da República, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Na ocasião, a pedido de Moreira Franco, ministro forte do governo e padrasto da esposa de Maia, o presidente Temer usou de sua influência e liderança para fazer do deputado fluminense presidente da Câmara. Não demorou muito a se arrepender.