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Doente terminal e sem julgamento, Jefferson vai para prisão domiciliar

Ele terá de usar tornozeleira e se submeter a várias restrições

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Os efeitos do câncer eram evidentes no semblante de Roberto Jefferson um pouco antes da sua prisão - Foto: Pablo Valadares/Câmara.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, na noite de hoje (24), que Roberto Jefferson passe a cumprir prisão domiciliar. Ele estava preso desde agosto e continua sem julgamento.

A defesa de Jefferson, que ocupava a presidência do PTB, alegou problemas de saúde e risco de morte. O ex-deputado teve um quadro de infecção respiratória semelhante à covid-19 na semana passada.

Moraes, a suposta vítima dos ataques de Jefferson, foi quem o mandou prender, investigar e também deve formular a acusação e ainda participar de julgamento, se é que isso possa ocorrer com o ex-deputado ainda em vida.

Essa não foi a primeira vez que o político teve complicações de saúde e foi levado, temporariamente, para exames fora do presídio.

No despacho que determina a transição da prisão para regime domiciliar, Alexandre de Moraes citou trechos do Código de Processo Penal, que prevê o benefício para pessoas “extremamente debilitadas por motivo de doença grave.”

Roberto Jefferson, no entanto, deverá usar tornozeleira eletrônica e não poderá receber visitas pessoais, apenas acompanhamento médico.

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