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Cunho eleitoral

Relator do Auxílio Brasil não quer incluir o auxílio emergencial na MP

Segundo Marcelo Aro, a prorrogação ficaria fora do teto de gastos, mas teria "cunho eleitoral" por ser temporária até o fim de 2022

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Segundo Marcelo Aro, a prorrogação ficaria fora do teto de gastos, mas teria "cunho eleitoral" por ser temporária até o fim de 2022. Foto: Pablo Valadares/Câmara

O relator da medida provisória que cria o Auxílio Brasil, deputado Marcelo Aro (PP-MG), disse não ser possível incluir uma prorrogação do auxílio emergencial até o fim de 2022 no programa, o que levaria o benefício a R$ 400.

Segundo Aro, o Auxílio Brasil de R$ 300 é viável dentro do Orçamento cumprindo o teto de gastos e respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas os R$ 100 extras teriam que ser incluídos fora do teto e, por se tratar de um benefício temporário, não haveria necessidade de uma nova fonte de recursos.

Aro disse ser favorável à renda básica universal, mas criada dessa forma soa como medida de “cunho eleitoral”. “Não posso aceitar dentro de uma medida provisória que nós estamos mudando o conceito, toda a estrutura de um programa social, a gente colocar no meio um auxílio temporário”, disse o deputado, após encontro com ministros no Palácio do Planalto.

O relator disse existir, segundo o ministro João Roma, a possibilidade de incluir a prorrogação do auxílio emergencial na PEC dos Precatórios. “Eu me sinto mais tranquilo assim”, disse.

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