Mais Lidas

Tamanho não é documento

Relatório de 1,1 mil páginas não é surpresa – nem garantia – em CPI

Comissões parlamentares de inquérito como a que investigou a Funai, em 2017, com relatório de mais de 3 mil páginas, frequentemente acabam em 'pizza'

acessibilidade:
Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe em CPI da Pandemia
'Líderes' da CPI da Pandemia no Senado. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Desvendada nesta terça-feira (19), a minuta do relatório final da CPI da Pandemia do Senado tem 1.178 páginas, mas está longe de ser recordista nesse quesito. A CPI da Funai de 2017, por exemplo, aprovou seu relatório final com quase 3,4 mil páginas e 96 pedidos de indiciamento. Não deu em nada.

A CPI dos Bingos, em 2006, aprovou o relatório de 1,4 mil páginas com 83 pedidos de indiciamento e foi o palco para a denúncia de um dos maiores escândalos de corrupção da história brasileira: o Mensalão do PT, no primeiro governo Lula.

A verdade é que o relatório não precisa ser extenso, precisa conter provas robustas para fundamentar a investigação de verdade, dos órgãos competentes.

Pizza fria

A CPI da Previdência, de 2017, aprovou por unanimidade o relatório com 253 páginas. Teve até pedido de indiciamento, mas não rendeu.

A CPI de Brumadinho, que investigou as mortes provocadas pelo rompimento da barragem, teve relatório de 632 páginas. São 2,4 mil, com anexos.

Por incrível que pareça, a CPI do acidente do time Chapecoense ainda consta como “em funcionamento” no Senado, mas não tem sequer presidente.

Vídeos Relacionados