Presidente da CPMI reage a demissão no comando do INSS
Senador afirma que mudança no comando do órgão ocorre após revelações da CPMI
A substituição no comando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) provocou reação imediata do presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Carlos Viana (Pode-MG).
Em postagem nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a mudança não ocorreu de forma isolada, mas como consequência direta das revelações trazidas pela comissão.
Segundo Viana, o próprio então presidente do INSS admitiu, durante depoimento à CPMI, a existência de indícios de irregularidades no órgão. De acordo com o senador, houve reconhecimento de aumento no número de reclamações e sinais de que “algo estava errado”, o que reforçou a necessidade de investigação aprofundada.
O parlamentar também mencionou o surgimento de novos elementos no decorrer das investigações. Entre eles, possíveis colaborações e desdobramentos que, segundo ele, podem atingir estruturas mais amplas dentro do governo, citando o chamado “caso Camisotti” como um dos pontos de atenção.
Sem detalhar acusações específicas, Viana indicou que a apuração deve ultrapassar responsabilidades pontuais: “Não é apenas sobre gestão. É sobre quem sabia, quando sabia e por que não agiu antes”.
Veja abaixo a declaração completa:
“A troca no comando do INSS não surge do nada. Ela acontece depois de tudo que foi exposto.
Em depoimento à CPMI, o próprio presidente do INSS reconheceu que havia sinais claros de irregularidades, com aumento de reclamações e indícios de que ‘algo estava errado’ e ‘cheirando mal’.
A CPMI trouxe à luz o que estava escondido, pressionou, ouviu por mais de sete horas e colocou o sistema contra a parede.
E agora surgem novos elementos. Há indicativos de que possíveis colaborações e desdobramentos, como o caso Camisotti, podem estar mexendo profundamente com estruturas dentro do governo.
Como sempre dissemos, isso não terminaria em nomes pequenos.
Não é apenas sobre gestão. É sobre quem sabia, quando sabia e por que não agiu antes.
Confiamos plenamente na condução firme e técnica do relator André Mendonça.
A verdade começou a aparecer. E a responsabilização vai alcançar quem for necessário”.