‘Prefiro relação com Lula’, diz Motta
Presidente da Câmara afirma que atual gestão oferece mais 'harmonia' com o Congresso e defende redução da jornada de trabalho
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (12) que prefere a relação mantida com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e elogiou o atual modelo de diálogo entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.
Durante entrevista a uma rádio de São Paulo, Hugo Motta declarou que o governo Lula mantém uma relação de “harmonia, diálogo e respeito” com os parlamentares e afirmou que o Congresso vive hoje um cenário de maior independência em relação ao Executivo.
“Prefiro o governo atual, que é uma relação de harmonia, de diálogo e de respeito”, afirmou o presidente da Câmara.
A declaração ocorre em meio ao avanço de pautas de interesse do governo federal no Congresso e reforça a aproximação entre setores do Centrão e o Palácio do Planalto.
Segundo Hugo Motta, o modelo atual permite que projetos sejam debatidos “com mais igualdade de posições” e sem dependência entre os Poderes. O parlamentar também comentou a PEC que discute o fim da escala de trabalho 6×1. A comissão especial criada na Câmara avalia uma proposta de jornada de 40 horas semanais em modelo 5×2, sem redução salarial. Hugo afirmou ter “compromisso com a classe trabalhadora”.
“Os trabalhadores merecem ter mais tempo para o convívio familiar, para cuidar da saúde e para o descanso”, disse.
O governo Lula defende que a mudança entre em vigor rapidamente. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT-SP), afirmou que um prazo de seis meses seria suficiente.
O presidente da Câmara também comentou a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes de suspender os primeiros pedidos de aplicação da Lei da Dosimetria para condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Segundo Hugo Motta, o Congresso defenderá no Supremo a aplicação da norma aprovada pelos parlamentares após a derrubada do veto.
“Vamos defender a aplicabilidade da dosimetria porque esse foi o caminho aprovado por ampla maioria no Congresso Nacional”, afirmou.