Polêmica

PGR apura abuso de autoridade de procurador do TCU contra o ex-ministro Moro

Líder do governo criticou o ex-juiz e alegou ter sido "atacado" pela Lava Jato

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Ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, falando ao microfone e gesticulando com uma das mãos
Ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro foi eleito senador em 2022. Foto: Marcos Corrêa.

Um grupo de sete senadores do Podemos protocolou, neste sábado (5), um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar um suposto crime de abuso de autoridade do subprocurador Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra o ex-juiz Sérgio Moro.

Furtado havia determinado a indisponibilidade de bens de Moro por ter cometido suposta sonegação de rendimentos enquanto trabalhava para a consultoria norte-americana Alvarez & Marsal.

Para os parlamentares o subprocurador não baseia o seu pedido em evidências claras possam incriminar Moro. O grupo alegou ainda que não cabe ao TCU apurar tal denúncia.

Desta forma, o Podemos explica que Lucas Furtado expõe um “potencial cometimento de crime de abuso de poder” e pede ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que tome as devidas providências.

O pedido foi assinado pelos senadores: Alvaro Dias (PR), Luís Eduardo Girão (CE), Jorge Kajuru (GO), Oriovisto Guimarães (PR), Flávio Arns (PR), Lasier Martins (RS) e Styvenson Valentim (RN).

Repercussão

O deputado Ricardo Barros (PP), que foi relator do projeto de lei de Abuso de Autoridade, aproveitou o pedido do Podemos para criticar Moro, que sempre se colocou contrário à edição de norma neste sentido.

No Twitter, Barros afirmou que foi “atacado” pelo ex-juiz e pelos responsáveis pelo inquérito da Lava Jato, como o ex-procurador Deltan Dalagnol.

 

 

 

 

 

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