Operação Exfil

PF deflagra nova etapa de operação contra vazamento de dados sigilosos de ministros do STF

Segunda fase da operação mira esquema de obtenção ilegal de declarações fiscais de integrantes da Corte e seus parentes

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Ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. (Foto: Gutavo Moreno/STF).

Nesta quarta-feira (1º), a Polícia Federal deu continuidade à Operação Exfil, que tem como objetivo desarticular uma estrutura voltada ao vazamento de informações fiscais privadas de magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus respectivos familiares. A ação, que conta com o aval da própria Corte, executou uma ordem de prisão preventiva e outros seis mandados de busca e apreensão, distribuídos entre endereços situados em São Paulo e no Rio de Janeiro.

De acordo com as autoridades policiais, o foco do inquérito é desvelar um mecanismo de extração irregular de declarações de Imposto de Renda resguardadas por lei. Suspeita-se que o grupo realizava acessos clandestinos e sem permissão aos bancos de dados da Receita Federal para capturar os documentos das autoridades.

O desdobramento atual sucede a etapa inicial da operação, ocorrida no último dia 17 de fevereiro. Aquela fase foi impulsionada no contexto das apurações do inquérito das fake news, sob a supervisão direta do ministro Alexandre de Moraes, e resultou no cumprimento de quatro mandados de busca nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, tendo como alvos servidores do órgão fazendário nacional.

A investigação principal, na qual a Exfil está inserida, foi aberta em 2019 pelo ministro Dias Toffoli, então presidente do STF. Na ocasião, a abertura do procedimento ocorreu de ofício, sem requerimento prévio por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da própria Polícia Federal. Toffoli indicou o ministro Alexandre de Moraes para atuar como o magistrado relator de todo o caso desde então.