Instituições

Parlamentares veem o Senado ‘de joelhos’ e o Supremo em ‘pedestal’

Quem não tem rabo preso na Justiça tenta extinguir o foro privilegiado

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Plenário do Senado Federal. (Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado)

As decisões recentes do Supremo Tribunal Federal geraram grande expectativa entre senadores críticos dos ministros pela eleição de outros sem “rabo preso”, para que o Legislativo exerça o papel previsto na Constituição: freios e contrapesos do Judiciário.

Com muitos processos de senadores nas mãos do STF, a avaliação de Eduardo Girão (Pode-CE) é que “o Senado, infelizmente, está de joelhos” e o fim do foro privilegiado, que ajudaria a equilibrar a situação, não está na pauta. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O senador Marcos do Val (Pode-ES) é outro a torcer pela eleição este ano de colegas sem pendências judiciais para restaurar o equilíbrio.

Alvaro Dias (Pode-PR), que tenta a reeleição, apresentou PEC para reduzir o foro privilegiado para cinco pessoas em vez das atuais 55 mil.

“Essas autoridades estão colocadas em um pedestal”, diz Alvaro, que viu a PEC aprovada no Senado ser engavetada na Câmara há 1300 dias.