"Recuperação"com dinheiro alheio

Pão de Açúcar esfola ainda mais vítimas do seu calote

"Recuperação extradjudicial" propõe a credores que abram mão de 70% do que têm a receber

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Após lhes ser empurrados títulos de dívida (COE, debêntures, CRI) do Pão de Açúcar, quando o mercado já sabia que o grupo estava “micado”, clientes de bancões como Itaú receberam uma “proposta” que deveria virar caso de polícia: ficar quieto e perder de cara 70% do que investiram. Ou continuar bancando otário e investir mais ainda nessa empresa oficialmente quebrada, aportando 20% de tudo o que já foi perdido. Por que fariam isso? Para “manter a chance” (remota) de receber algum valor no futuro. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Trocando em miúdos, a “recuperação extrajudicial” do Pão de Açucar tenta arrancar ainda mais dinheiro dos credores, vítimas do seu calote.

Investidores notam tardiamente que, quanto mais micada a empresa, maiores as comissões e spreads pagos para quem recomenda seus títulos de dívida.

Emprestar a empresas é investimento comum, como os bonds nos EUA. Mas, lá, ninguém banca a esperto porque acaba na cadeia.