Nota pública

Magno Malta contesta Moraes por veto a visita a Jair Bolsonaro

Senador afirma que decisão do Supremo Tribunal Federal se baseia em interpretação equivocada e nega tentativa de acesso irregular à Papudinha

acessibilidade:
Senador Magno Malta. (Foto: Saulo Cruz/ Agência Senado).

O senador Magno Malta (PL-ES) divulgou nota nesta quinta-feira (29) contestando a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou seu pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), custodiado no complexo prisional da Papudinha.

Segundo o parlamentar, a justificativa apresentada pelo ministro “não encontra respaldo nos fatos” e decorre de uma interpretação equivocada de sua conduta. Magno Malta afirma que esteve no local, em 17 de janeiro, exclusivamente para obter informações sobre Bolsonaro e que não tentou invadir a unidade nem acessar áreas restritas.

Na nota, o senador relata que se identificou formalmente na guarita, conversou com o oficial responsável e permaneceu durante todo o tempo em área externa e regular do presídio, sem ingresso em dependências internas. Ele sustenta que, caso houvesse qualquer tentativa de acesso indevido, haveria intervenção imediata da segurança, o que, segundo afirma, não ocorreu.

“O indeferimento, portanto, não se sustenta em fato concreto, mas revela uma decisão de natureza política”, escreveu o senador, acrescentando que a medida confirmaria um padrão de conduta já observado em outras decisões.

Mais cedo, Alexandre de Moraes negou pedidos para que Bolsonaro recebesse visitas do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e de Magno Malta. Em relação ao senador, o ministro afirmou que ele teria tentado ingressar na Papudinha sem autorização, fazendo “uso indevido de prerrogativas parlamentares para acessar áreas de segurança máxima”. Segundo Moraes, a conduta poderia comprometer a disciplina do batalhão responsável pela custódia e a segurança do sistema prisional.

Reportar Erro