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Vídeo fez o flagra

Maços de dinheiro nas mãos de deputado foram apreendidos em 2020

Câmera foi instalada no escritório do deputado por ordem do STF

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O deputado Josimar Maranhãozinho guardava em sua casa cerca de R$2 milhões, apreendidos pela PF.

Câmera de vídeo escondida pela Policia Federal no escritório político do deputado de Maranhãozinho (PL-MA), em São Luís, flagrou o político manuseando maços de dinheiro, em outubro de 2020.

Na ocasião, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços do parlamentar e apreendeu R$2 milhões em dinheiro vivo, como noticiou o Diário do Poder.

A câmera foi instalada sob autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o dinheiro seria produto direto de um esquema de corrupção envolvendo emendas parlamentares, de acordo com a PF, citada pela revista Crusué, que divulgou as imagens.

Candidato ao governo do seu Estado, Josimar Maranhãozinho é alvo de duas investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o esquema de compra e venda de emendas parlamentares em funcionamento no Congresso.

Deputado Josimar Maranhãozinho manipulando maços de dinheiro em seu escritório.

O deputado da emendas chegam às mãos de parlamentares apos serem liberados para os municípios, que promovem a contratação de empresas para a execução da obra ou serviço. As empresas fornecedoras, participante do esquema, recebem o pagamento das prefeituras e entregam uma parte dos recursos ao parlamentar.

A Polícia Federal encontrou na casa do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), na manhã desta quarta-feira (9), cerca de R$ 2 milhões em dinheiro vivo. O escritório do parlamentar também foi alvo de buscas e no local agentes da PF encontraram outra quantidade de dinheiro ainda não contabilizado.

O deputado é o principal investigado da Operação Descalabro que apura desvios de verba pública por meio de fraudes em licitações na área da Saúde. Além dos endereços de Maranhãozinho, a PF cumpre outros 25 mandados de busca e apreensão em São Luís e municípios do interior do Maranhão.

As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Ricardo Lewandowski, a investigação corre em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF). Além das buscas, a Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 6 milhões em bens do deputado e mandados de prisão.