Lula diz que endividamento é ‘positivo’ e gera reação
Fala do presidente ocorre enquanto governo amplia programas de crédito e renegociação de dívidas
Lula (PT) afirmou que considera positivo que a população tenha acesso ao crédito e capacidade de se endividar, em meio ao lançamento de novas iniciativas voltadas ao enfrentamento do alto nível de inadimplência no país.
A declaração ocorre em um contexto de ampliação de políticas públicas voltadas ao crédito e à renegociação de dívidas.
Nos últimos meses, o governo federal tem reforçado programas voltados à reestruturação financeira das famílias brasileiras.
Uma das principais iniciativas é a nova versão do programa Desenrola, que busca facilitar o pagamento de débitos e ampliar o acesso ao crédito para milhões de pessoas.
A medida permite renegociação de dívidas com descontos que podem chegar a até 90%, além de juros reduzidos e prazos maiores para quitação.
O plano também prevê a utilização de parte dos recursos do FGTS para abatimento de débitos e estabelece limites para taxas de juros em contratos renegociados.
Segundo o governo, a proposta pretende alcançar uma parcela significativa da população, incluindo trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos.
Durante declarações anteriores, o presidente já havia afirmado que nem todo endividamento é negativo, citando como exemplo financiamentos voltados à aquisição de bens ou melhoria da qualidade de vida.
Ao mesmo tempo, reconheceu que o problema ocorre quando as dívidas comprometem excessivamente a renda mensal das famílias.
O avanço dessas políticas ocorre em um cenário de elevado endividamento das famílias brasileiras, que tem sido tratado como um dos principais desafios econômicos do país.
A estratégia do governo combina estímulo ao crédito, renegociação de passivos e medidas de educação financeira, com o objetivo de reaquecer o consumo e reduzir a inadimplência.