Desoneração

Setores que mais empregam reforçam clima de insegurança

Fazenda agora quer "legislar" e enviar proposta ao Congresso que aprovou lei que o governo não aceita

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Senador Efraim Filho (União-PB) (Foto: Romina/ União Brasil)

O líder do União Brasil no Senado, Efraim Filho (PB), se reuniu na tarde desta quarta-feira (8) com representantes dos 17 setores que mais empregam no Brasil para discutir a proposta do governo a respeito da desoneração da folha de pagamentos.

A intenção do encontro, conforme a declaração do senador, foi mostrar a unidade dos investidores em torno da resolução do impasse sobre a desoneração, questão judicializada pelo governo Lula e interrompida por liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin.

“Esses setores precisam sobreviver. Ainda não sabem se farão seus pagamentos conforme a Lei aprovada pelo Congresso, ou conforme liminar dada na Justiça. Quais serão as consequências disso ? Demissões em massa de pais e mães de família, aumento da inflação? A desoneração não é só boa para os setores, mas para o país”, afirmou.

 O parlamentar disse que aguarda posição do governo, segundo aceno feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que afirmou que enviará proposta alternativa ao Congresso, com um caminho do meio. “O momento é de ver a proposta que o ministro se comprometeu a enviar”, finalizou

Os 17 setores que protagonizam o impasse são os seguintes: confecção e vestuário; calçados; construção civil; call center; comunicação; empresas de construção e obras de infraestrutura; couro; fabricação de veículos e carroçarias; máquinas e equipamentos; proteína animal; têxtil; tecnologia da informação (TI); tecnologia de comunicação (TIC); projeto de circuitos integrados; transporte metroferroviário de passageiros; transporte rodoviário coletivo; e transporte rodoviário de cargas.

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