Quebra de braço

Pacheco diz que ajuizar desoneração foi um erro

Para o presidente do Senado, a atitude governista demonstra 'precipitação'.

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. (Foto: Deborah Sena)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), deu declaração à imprensa, nesta quarta-feira (30), e reagiu ao governo Lula, que ajuizou questão contra a desoneração da folha de pagamentos para obter liminar e anular o efeito da Lei promulgada pelo Congresso Nacional em benefício dos municípios e setores da indústria.

“É inegável o direito que se tem de acessar a justiça. A questão que nós ponderamos apenas é que sobre a desoneração, o Congresso promulgou uma Lei, e há um projeto tramitando apresentado pelo líder do governo. Trata-se de tema que está sendo discutido dentro da política. Ajuizar é um erro, na minha opinião”, afirmou. 

Para Pacheco, a atitude governista demonstra “precipitação e uma vitória ilusória poque  gera uma relação de desconfiança com o Congresso e uma consequente exposição do poder judiciário. Provocar o Supremo enquanto está em curso o diálogo político, é um erro que poderia ser evitado”. 

Nesta terça-feira (30), o presidente do Senado declinou de almoço com os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e também recuou de uma nova reunião com o alto escalão do Planalto, prevista para o fim do dia.

Pacheco justificou o declínio aos convites do governo com as obrigações no Parlamento. Durante a tarde, ele recebeu na Residência Oficial da Casa Alta, o senador Marcelo Casto, designado relator do Código Eleitoral.

Perguntado sobre a articulação de nova reunião com o governo petista, Pacheco afirmou que está aberto ao diálogo, mas disse que não há previsão para uma nova audiência.

 

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