MS volta a usar palavra ‘mãe’ depois de emplacar ‘pessoa que pariu’
Adepto de ideologia radical, governo se afasta do princípio da impessoalidade
Depois da repercussão negativa ao post em que o ministério da Saúde de Lula, comandado pela socióloga Nísia Trindade, se referiu às mães com ‘linguagem neutra’, adotando a expressão ‘pessoa que pariu’, uma nova publicação com a tradicional referência às genitoras surgiu na programação de redes sociais da pasta. “Mãe, o SUS está com você em em todas as fases”, diz agora a pasta comandada por Nísia Trindade.
Antes das críticas na imprensa, redes sociais e até a manifestação de repúdio da MATRIA, associação que representa “mulheres, mães e trabalhadoras”, o governo fez publicação com o seguinte texto:
“Nesta fase, o corpo de quem pariu está em processo de recuperação passando por uma série de modificações físicas, emocionais e psicológicas. […] . Durante esta fase, a pessoa que pariu ou vivenciou uma perda gestacional está readequando a sua rotina à nova realidade”.
Ver essa foto no Instagram
O Ministério da Saúde chegou a ser acusado de ‘misoginia’ ao tentar emplacar ideologia radical na linguagem das redes sociais para se referir às mulheres.
Quem escreveu essa matéria deve ter nascido de um ovo né? CADÊ A PALAVRA MÃE OU MULHER?
— Veia kgalhaes CENSURADA (perfil paródia) (@veiakgalhaes) January 18, 2024
“Corpo de quem pariu” e “pessoa que gesta” ????? É MULHER !!!!! Vocês não vão apagar a nossa existência só para lacrar com a militância !!!
— Sandra – 🇧🇷🇮🇹🇵🇹🇪🇦🇦🇷 (@quarti_sandra) January 15, 2024
Ministério, mostra aí o caso de quem mais pariu além da mulher?
— Vláubia (@vlaubia) January 16, 2024
Ao mostrar que é adepto de uma ideologia extremista, o governo se afasta do princípio da impessoalidade na administração pública, em conformidade com o artigo 37 da Constituição Federal.