Governo manobra para tentar aprovar Messias na CCJ
O placar ainda é visto como apertado e sujeito a oscilações
O governo articulou mudanças na composição da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e passou a estimar ter ao menos 16 votos favoráveis à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A estratégia incluiu a substituição de parlamentares considerados menos alinhados por nomes da base aliada, numa tentativa de melhorar o cenário para a sabatina.
Entre as trocas, aliados atuaram para retirar senadores como Sérgio Moro (PL-MT) e Cid Gomes (PSB-CE), abrindo espaço para Renan Filho (MDB-AL) e Ana Paula Lobato (PSB-MA), considerados mais próximos ao governo. A movimentação faz parte de um esforço mais amplo de articulação política para garantir maioria na comissão.
Apesar da conta otimista, o placar ainda é visto como apertado e sujeito a oscilações, já que parte dos senadores permanece indecisa ou pode mudar de posição até a votação. O governo, por isso, segue negociando para consolidar os apoios e evitar surpresas no processo.