Flávio compara Lula a Biden e aponta o enfraquecimento da esquerda
Ao lado de Tarcísio em evento com o agronegócio o senador destacou o desgaste político do atual governo e anunciou viagem para defender os produtores no exterior
Durante sua participação na Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), realizada em São Paulo, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), subiu o tom contra o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva.
Em um discurso alinhado às demandas do setor produtivo e focado nas fragilidades da gestão petista, o parlamentar comparou a situação política e a vitalidade do atual mandatário brasileiro à do ex-presidente norte-americano Joe Biden, que abriu mão de sua candidatura à reeleição nos Estados Unidos após sofrer intensa pressão sobre sua capacidade de governar.
Ao discursar para uma plateia composta por produtores e lideranças do agronegócio, Flávio disparou que Lula “está ficando meio Biden”, sugerindo um processo visível de desgaste político e físico que compromete o comando do país.
O evento contou também com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, consolidando o peso político da oposição no principal estado produtor e econômico da federação.
Para o senador, o setor do agronegócio, que move a economia nacional, segue sendo desvalorizado e atacado pelas diretrizes do governo federal, sofrendo diretamente com as consequências da incompetência administrativa e dos históricos escândalos de corrupção que cercam a esquerda.
Além do embate político direto, Flávio Bolsonaro aproveitou a oportunidade para confirmar sua agenda internacional em defesa do mercado nacional.
O senador anunciou que viajará aos Estados Unidos no dia 6 de julho para articular contra a proposta do governo norte-americano de aplicar uma tarifa de 25% sobre os produtos exportados pelo Brasil.
Conforme petição oficial já encaminhada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o parlamentar pretende sustentar que a imposição de novas barreiras tarifárias causará um efeito oposto ao pretendido, prejudicando os fluxos comerciais estabelecidos.
Em sua fala final sobre a viagem, o congressista justificou a necessidade da intervenção direta em favor do setor privado diante do cenário interno asfixiante imposto pela atual gestão.
Flávio destacou que as empresas brasileiras já enfrentam uma das cargas tributárias mais pesadas do mundo sob o governo Lula e que, por essa razão, é injusto aceitar novas penalidades no mercado externo que sufoquem o crescimento econômico e a competitividade do produtor nacional.