CRÍTICAS AO GASTO

Flávio Bolsonaro critica Lula por gasto milionário com cruzeiros na COP30

Senador aponta custo de R$350 milhões em hospedagens flutuantes em Belém e questiona uso de recursos públicos no evento climático

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Senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) | Foto: Saulo Cruz / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou publicamente os gastos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a contratação de navios de cruzeiro para a realização da COP30, realizada em Belém, no Pará. 

Segundo o parlamentar, o montante destinado à estrutura de hospedagem flutuante ultrapassou R$350 milhões. 

De acordo com documentos obtidos por veículos de imprensa, a despesa foi viabilizada por meio de contrato intermediado pela Embratur, ligado à Casa Civil, que recorreu à contratação de cruzeiros marítimos para acomodar delegações internacionais durante o evento. 

A justificativa apresentada pelo governo foi a limitação da rede hoteleira da capital paraense diante da demanda gerada pela conferência climática. 

A operação envolveu a contratação de embarcações de empresas do setor de turismo marítimo, por meio de uma agência responsável por organizar a logística de hospedagem. 

O valor total do contrato foi estimado em cerca de R$350,2 milhões. 

Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro reagiu ao gasto, classificando-o como elevado e questionando as prioridades do governo federal. 

O senador afirmou que o valor poderia ser destinado à construção de unidades de saúde, citando como exemplo a possibilidade de financiar dezenas de UPAs com capacidade de atendimento diário. 

A repercussão do caso também mobilizou outros parlamentares da oposição, que passaram a destacar o tema como exemplo de gestão de recursos públicos durante a preparação do evento internacional. 

As críticas se concentraram principalmente no volume de recursos empregados e na escolha do modelo de hospedagem adotado. 

A COP30 ocorreu entre novembro de 2025 e reuniu autoridades e representantes de diversos países para discutir metas ambientais e políticas climáticas globais. 

O Brasil sediou o encontro em Belém, marcando uma edição realizada na região amazônica, considerada estratégica no debate sobre mudanças climáticas.