Postura mais firme

Renan Santos defende reação dura contra o crime: ‘O Estado terá que matar’

Pré-candidato ao Planalto afirma que o Estado precisa priorizar as vítimas

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Pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos. | Foto: Divulgação/Missão.

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) elevou o tom do discurso sobre segurança pública após comentar o assassinato de Gabriel, jovem morto durante um assalto no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan classificou o crime como símbolo da crise de segurança enfrentada pelo país e afirmou que o Estado precisa adotar uma postura mais firme no enfrentamento ao crime organizado.

Segundo o pré-candidato, Gabriel entregou o celular ao assaltante, mas foi morto mesmo sem oferecer resistência. Voluntário em uma ONG da região e filho único, o jovem teve a história destacada por Renan como exemplo do impacto da violência sobre famílias.

Ao comentar políticas de combate à criminalidade, o pré-candidato afirmou que o país vive uma situação de guerra contra facções e defendeu o fortalecimento das forças de segurança, o endurecimento das penas para autores de homicídios e latrocínios e a restrição de benefícios penais para criminosos considerados de alta periculosidade.

A declaração mais contundente veio ao abordar a atuação do Estado contra integrantes de organizações criminosas. Segundo Renan, o enfrentamento à violência exigirá medidas mais duras contra grupos responsáveis por assassinatos e outros crimes graves.

“O Gabriel entregou o celular. O criminoso já tinha conseguido o que queria, mas decidiu matar mesmo assim. Não quero que outros Gabriéis morram. E, para isso, muito provavelmente, o Estado brasileiro terá que matar. E eu estou sendo muito claro: matar membros do crime organizado. Não há redenção para quem executa uma pessoa inocente apenas por causa de um celular”, disse.

Renan também criticou a “inversão de prioridades” no debate sobre segurança pública e defendeu que as vítimas da violência passem a ocupar o centro das políticas públicas.

Veja abaixo a declaração completa:

A repercussão do caso reforça a segurança pública como uma das principais bandeiras da pré-campanha presidencial do líder do Movimento Brasil Livre (MBL), que tem defendido uma linha mais rigorosa no combate ao crime organizado e às facções criminosas.

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