Flávio diz que operação da PF “implodiu” PT após ação contra Wagner
Líder do governo no Senado foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (18) que o “PT foi implodido pela PF” após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado Federal.
Durante evento em São Paulo, Flávio relacionou a operação às investigações envolvendo o Banco Master e criticou o partido do presidente Lula (PT).
“O PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal em função de uma operação contra o líder do PT na Bahia, Jaques Wagner. É um péssimo dia para o PCC, para o CV e também para o PT”, declarou.
Mais cedo, o parlamentar também comentou a operação nas redes sociais.
“Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!”, escreveu.
A nova fase da Operação Compliance Zero cumpre 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF nos estados da BA, SP e no DF. Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares como proibição de contato e suspensão de passaportes.
A investigação apura crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Entre os alvos estão Jaques Wagner e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal apreendeu cerca de US$ 49 mil, o equivalente R$ 248 mil, em um endereço ligado ao senador em Brasília.
Segundo decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, os investigadores identificaram indícios de recebimento de vantagens indevidas pelo parlamentar.
“Apura-se a possível relação ilícita entre gestores do Banco Master, notadamente Augusto Ferreira Lima e Daniel Bueno Vorcaro, e o Senador Jaques Wagner. A Polícia Federal sustenta que, no curso das investigações, foram identificados elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado”, afirma trecho.