Críticas ao Supremo

Flávio critica STF e diz que “canetadas” afastam investimentos

Pré-candidato do PL afirmou a empresários que decisões monocráticas geram insegurança jurídica e prometeu reduzir burocracias caso seja eleito

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Senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ) | Foto: Gilberto Sousa / CNI

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta segunda-feira (22) decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a atuação da Corte tem contribuído para aumentar a insegurança jurídica no país.

Durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, o parlamentar declarou que medidas tomadas individualmente por ministros podem contrariar decisões aprovadas pelo Congresso, o que, segundo ele, afasta investimentos.

Flávio Bolsonaro também acusou o STF de interferir em temas políticos e eleitorais.

Em discurso a empresários, afirmou que a Corte tem ultrapassado suas atribuições constitucionais ao influenciar discussões sobre candidaturas e processos eleitorais.

Na área econômica, o pré-candidato prometeu promover um “tesouraço” na burocracia federal e simplificar processos de licenciamento para novos empreendimentos. Segundo ele, o excesso de exigências regulatórias dificulta investimentos e a geração de empregos.

O senador ainda voltou a defender mudanças na reforma tributária aprovada pelo Congresso, a privatização de empresas estatais e uma reorganização do setor energético.

Na segurança pública, Flávio reafirmou propostas já apresentadas por sua pré-campanha, como a classificação de facções criminosas, entre elas o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas. O parlamentar também prometeu ampliar o sistema prisional com a criação de 500 mil novas vagas em presídios.

Sobre política externa, o pré-candidato defendeu uma relação pragmática com os Estados Unidos e criticou a condução diplomática do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o Brasil deve buscar uma relação de maior equilíbrio com Washington.

O evento da CNI reuniu os pré-candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro. Durante o encontro, os participantes receberam o documento “Construindo o Brasil 2050”, elaborado pela entidade com propostas para áreas como política macroeconômica, infraestrutura, energia e segurança jurídica.