Rastro do dinheiro

CGU abre auditoria sigilosa sobre emendas à produtora de Dark Horse

Controladoria investiga se recursos enviados a entidade comandada por empresária do filme foram utilizados conforme a finalidade prevista

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Fachada da Controladoria-Geral da União | Foto: Divulgação / CGU

A Controladoria-Geral da União (CGU) conduz uma auditoria para apurar a destinação de emendas parlamentares enviadas a entidades ligadas à empresária Karina da Gama, responsável pela produção de Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O procedimento é tratado como “ultrassigiloso” e não tem prazo definido para conclusão.

A investigação busca verificar se recursos públicos destinados às entidades foram utilizados para finalidades diferentes das previstas, incluindo financiamento da produção. A CGU deverá analisar o fluxo das emendas e a execução dos projetos contemplados.

O caso também é alvo do STF, que investiga a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina da Gama. A empresária também é proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme.

Em maio, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) negou ao STF qualquer utilização de emendas para financiar a obra. Em manifestação encaminhada à Corte, o parlamentar afirmou que os recursos tiveram finalidade social e foram aplicados em projetos regulares.

Até o momento, não há conclusão das investigações nem indicação formal de irregularidades por parte da CGU ou do STF. As apurações seguem em andamento.