Tarifaço dos EUA acende alerta e ameaça exportações brasileiras
CNI afirma que novas tarifas dos Estados Unidos devem reduzir as vendas externas da indústria e ampliar os impactos sobre a economia nacional
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros devem provocar uma redução das exportações nacionais para o mercado norte-americano.
Segundo a entidade, a medida tende a aumentar os custos para empresas, diminuir a competitividade da indústria brasileira e ampliar o cenário de incerteza nas relações comerciais entre os dois países.
Em posicionamento oficial, o presidente da CNI, Ricardo Alban, declarou que os efeitos das barreiras comerciais já começaram a ser sentidos pela indústria.
De acordo com a confederação, 20 dos 27 estados brasileiros registraram queda nas exportações destinadas aos Estados Unidos no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.
A expectativa da entidade é de que o novo pacote tarifário intensifique esse movimento.
Apesar da retração observada, os Estados Unidos permanecem como o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira.
Para a CNI, a manutenção do fluxo comercial entre os dois países é estratégica, motivo pelo qual a entidade defende esforços para reverter o atual cenário e preservar a relação econômica construída ao longo das últimas décadas.
O anúncio das novas tarifas ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasília e Washington.
Além da preocupação com a perda de competitividade dos produtos brasileiros, o setor industrial avalia que a medida pode comprometer investimentos, afetar cadeias produtivas e reduzir oportunidades de negócios para empresas que dependem do mercado norte-americano.
Nas últimas semanas, levantamentos da própria CNI já indicavam uma deterioração nas expectativas da indústria em relação às exportações.
O indicador que mede a perspectiva de vendas externas passou a apontar expectativa de queda para os próximos meses, refletindo o ambiente de maior incerteza criado pelas medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.