PF EM AÇÃO

PF abre ofensiva que pode tirar Eduardo Bolsonaro da corporação

Processo por suposto abandono de cargo avança, e ex-deputado tem prazo para apresentar defesa

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Ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) | Foto: Lula Marques / Agência Brasil

A Polícia Federal deu andamento ao processo administrativo disciplinar que pode resultar na demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) do cargo de escrivão da corporação.

O procedimento foi instaurado para apurar um suposto abandono de cargo após o término de seu mandato na Câmara dos Deputados. 

Com a publicação da citação no Diário Oficial da União, Eduardo Bolsonaro passou a ter o prazo de 15 dias para apresentar sua defesa à comissão responsável pela apuração.

Como ele está fora do Brasil, a notificação ocorreu por edital, após a administração informar que seu paradeiro é considerado “incerto e não sabido”. 

Segundo a Polícia Federal, o processo foi aberto depois que o ex-parlamentar não retornou às atividades como escrivão da instituição após o fim de seu mandato.

A corporação afirma que as ausências se estenderam por mais de 30 dias consecutivos sem justificativa formal, situação que pode caracterizar abandono de cargo na esfera administrativa. 

Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal por concurso público em 2010 e permaneceu afastado das funções enquanto exerceu mandatos como deputado federal.

Com o encerramento de sua atuação parlamentar, a corporação determinou seu retorno ao cargo, o que não ocorreu.

Desde o início de 2025, ele reside nos Estados Unidos, alegando ser alvo de perseguição política e judicial no Brasil. 

Caso a defesa não seja apresentada dentro do prazo previsto, o procedimento poderá prosseguir à revelia.

Ao final da apuração, a comissão responsável emitirá um relatório com a conclusão do caso, podendo recomendar o arquivamento do processo ou a aplicação de sanções administrativas, incluindo a demissão do serviço público.