Nikolas reage a Janja e amplia ofensiva contra projeto da misoginia
Deputado afirma que proposta ameaça a liberdade de expressão, rebate Janja e intensifica o embate sobre o texto no Congresso
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a criticar o Projeto de Lei 896/2023, que prevê a inclusão da misoginia na Lei do Racismo, e respondeu às declarações da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
O parlamentar afirmou que a proposta pode abrir margem para restrições à liberdade de expressão e intensificou os ataques ao texto durante publicação em suas redes sociais.
O embate teve início após Janja defender a aprovação do projeto e acusar críticos da proposta de divulgarem informações distorcidas.
Em resposta, Nikolas afirmou que a primeira-dama adota um “silêncio seletivo” em episódios envolvendo mulheres quando os casos atingem pessoas ligadas ao governo federal.
Entre os exemplos citados pelo deputado está o episódio envolvendo o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, afastado do cargo após denúncias de importunação sexual.
No vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas sustentou que é favorável ao combate à violência contra as mulheres, mas declarou que discorda do conteúdo do projeto por entender que a redação pode gerar interpretações amplas e comprometer o direito de manifestação.
O deputado também afirmou que a proposta precisa ser debatida com mais profundidade antes de eventual votação na Câmara dos Deputados.
O PL 896/2023 foi aprovado pelo Senado e busca enquadrar atos de misoginia na Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de discriminação.
A matéria ainda depende da análise da Câmara dos Deputados para seguir sua tramitação no Congresso Nacional.
Após a publicação do vídeo de Nikolas, Janja voltou a defender o projeto, afirmando que a proposta tem como objetivo fortalecer a proteção às mulheres e que o foco do debate deve permanecer no enfrentamento à violência de gênero.
A troca de manifestações entre a primeira-dama e o parlamentar ampliou a repercussão do tema nas redes sociais e manteve o projeto entre os assuntos políticos mais discutidos nos últimos dias.