Inflação recua de novo e mercado melhora projeção para 2026
Boletim Focus registra terceira redução seguida na estimativa do IPCA e mantém expectativa de estabilidade para juros, PIB e dólar
O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para a inflação em 2026, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central no Boletim Focus.
Esta é a terceira semana consecutiva de queda na estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação oficial do país.
A expectativa passou de 5,16% para 5,15% ao fim de 2026.
Apesar da revisão para baixo, a projeção continua acima do teto da meta de inflação, fixada em 4,5%, dentro do sistema de metas contínuas adotado pelo Banco Central.
Para 2027, a estimativa foi mantida em 4,20%.
O levantamento também mostra estabilidade nas expectativas para a taxa básica de juros.
A projeção é de que a Selic encerre 2026 em 14% ao ano, permanecendo inalterada pela quarta semana seguida.
Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano, e a expectativa predominante é de apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para agosto.
Em relação ao crescimento econômico, os participantes da pesquisa mantiveram a previsão de expansão de 1,99% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.
Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,65%, sem alterações em comparação com a semana anterior.
No câmbio, o mercado continua projetando o dólar em R$5,20 no encerramento de 2026.
Para 2027, a expectativa segue em R$5,28.
As previsões refletem um cenário de estabilidade para os principais indicadores econômicos acompanhados semanalmente pelo Banco Central.
O Boletim Focus reúne as projeções de instituições financeiras e agentes do mercado consultados pelo Banco Central e é divulgado semanalmente, servindo como referência para acompanhar as expectativas em relação à inflação, juros, crescimento econômico e câmbio.