CONTAS ESTATAIS

Déficit bilionário das estatais dispara e supera R$18 bilhões no governo Lula

Auditoria do TCU aponta sequência de resultados negativos nas empresas estatais federais e acende alerta para o impacto nas contas públicas

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Sede do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. (Foto: Divulgação).

As empresas estatais federais não dependentes de recursos do Tesouro Nacional acumularam déficit superior a R$18 bilhões desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).

O levantamento mostra que, após uma sequência de resultados positivos registrada entre 2019 e 2022, essas companhias passaram a apresentar sucessivos saldos negativos a partir de 2023. 

De acordo com o TCU, o rombo acumulado alcança aproximadamente R$18,5 bilhões e envolve empresas que, em tese, deveriam ser capazes de financiar suas operações com receitas próprias, sem depender de aportes diretos da União.

O diagnóstico foi elaborado a partir do acompanhamento do Programa de Dispêndios Globais (PDG), instrumento utilizado para monitorar o desempenho financeiro das estatais federais. 

A auditoria também aponta que os déficits têm sido recorrentes em todos os anos da atual gestão federal.

O tribunal ressalta que o acompanhamento dessas empresas busca avaliar possíveis impactos sobre as contas públicas e identificar riscos fiscais decorrentes da deterioração dos resultados financeiros.

Os dados do Banco Central mostram que, apenas em 2026, as estatais acumulavam déficit de R$7,4 bilhões até maio, embora o mês tenha registrado um pequeno superávit.

No acumulado de 12 meses, o resultado negativo alcançava R$9,7 bilhões, evidenciando a continuidade do cenário de desequilíbrio fiscal nas empresas abrangidas pela estatística. 

O TCU destaca que o monitoramento das estatais é parte do processo de fiscalização das contas da administração pública federal.

As conclusões da auditoria integram as análises realizadas pela Corte de Contas sobre a situação fiscal da União e subsidiam recomendações voltadas ao aprimoramento da gestão e da sustentabilidade financeira das empresas estatais.