CRISE DIPLOMÁTICA

Caiado diz que ação de Marco Rubio fortalece Lula na disputa de 2026

Governador de Goiás afirma que declarações do secretário de Estado dos EUA reforçam o discurso político de Lula

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Pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados).

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta sexta-feira (17) que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tem atuado, na prática, como um “cabo eleitoral” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi dada durante agenda em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, em meio ao aumento da tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. 

Segundo Caiado, as manifestações públicas de Rubio e as recentes medidas adotadas pelo governo norte-americano, como a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, acabam oferecendo ao governo federal um discurso político que pode ser explorado durante a campanha eleitoral de 2026. 

O pré-candidato também voltou a criticar a condução da política externa do governo Lula diante da crise com Washington.

Na avaliação de Caiado, o presidente brasileiro tem adotado uma postura de confronto em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliando o desgaste diplomático entre os dois países. 

As declarações ocorrem em meio à repercussão da decisão americana de aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros, medida que elevou a tensão entre os governos e passou a influenciar o debate político interno.

O tema tem sido explorado por diferentes pré-candidatos à Presidência, que divergem sobre a forma como o Brasil deve conduzir as relações com os Estados Unidos diante do impasse comercial. 

Nos últimos dias, Caiado já havia afirmado que tanto o governo Lula quanto outros atores políticos passaram a tratar o episódio sob uma perspectiva eleitoral.

Agora, ao comentar as declarações de Marco Rubio, o governador licenciado de Goiás reforçou o entendimento de que a escalada do conflito beneficia politicamente o Palácio do Planalto ao permitir que o governo apresente a crise como uma disputa envolvendo a soberania nacional.