Abilio barra campeonato de ‘farmar aura’ em Cuiabá e gera repercussão nas redes
Prefeito do PL diz que evento não tem interesse público e afirma que não autorizaria uso de parque municipal
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), decidiu impedir a realização de um campeonato de “farmar aura” que estava previsto para ocorrer no Parque das Águas, um dos principais espaços públicos da capital de Mato Grosso.
Segundo o gestor, a atividade não atende ao interesse público e não receberia autorização da prefeitura para ser realizada no local.
A competição, marcada para reunir participantes em uma disputa baseada em poses, criatividade e referências de memes da internet, ganhou repercussão nas redes sociais antes mesmo de acontecer.
O termo “farmar aura” passou a ser utilizado entre jovens para definir ações que aumentam a imagem, o prestígio ou o destaque de uma pessoa em determinada situação.
Durante uma entrevista, Abilio foi questionado sobre o significado da expressão e afirmou não conhecer a tendência.
Em seguida, declarou: “Eu sou hétero”, comentário que acabou viralizando nas redes sociais. O prefeito também disse que acredita que participantes da brincadeira podem se arrepender futuramente da exposição.
Na justificativa para barrar o evento, Brunini afirmou que o Parque das Águas deve receber atividades consideradas de esporte, lazer e convivência familiar.
Ele também alegou que os organizadores não apresentaram autorização para utilizar o espaço público municipal.
A prefeitura informou que não havia pedido formal de liberação, alvará ou documentação necessária para a realização da atividade.
Mesmo com uma eventual regularização, a administração municipal afirmou que a competição não seria autorizada naquele espaço por não considerar que o evento estivesse alinhado ao uso planejado do parque.
Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Cuiabá também divulgou uma ação nas redes sociais incentivando jovens a buscarem oportunidades de trabalho, em meio ao debate gerado pelo cancelamento do campeonato.
O episódio colocou novamente em destaque a discussão sobre o uso de espaços públicos para eventos ligados a novas tendências digitais e manifestações culturais surgidas nas redes sociais.