Deputada americana diz que restrição de vistos é ‘alerta’ a Moraes
María Elvira Salazar critica ministro do STF por censura e defende a liberdade de expressão como valor fundamental dos EUA
A deputada americana María Elvira Salazar afirmou que a nova política dos Estados Unidos de restringir vistos para autoridades estrangeiras acusadas de censurar cidadãos americanos serve como um “alerta” ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na suas redes, na última quarta-feira (28), Salazar criticou diretamente o ministro, o classificando com um “tirano”.
“Que isso sirva de alerta aos tiranos do mundo e aos simpatizantes, como Alexandre de Moraes. Se você tentar censurar cidadãos americanos, até mesmo além de suas fronteiras, você não é bem-vindo aos Estados Unidos”, escreveu.
Segundo a deputada, a liberdade de expressão é um valor fundamental que o país continuará a defender globalmente.
“Os dias em que repressores usufruíam de nossas liberdades enquanto as negavam aos outros acabaram. A liberdade de expressão é sagrada e nós a defenderemos em todos os lugares”, concluiu a deputada.
I fully support @SecRubio’s decision to deny U.S. visas to foreign officials who silence Americans abroad.
Let this be a warning to tyrants around the world and authoritarian sympathizers like Brazil’s Alexandre de Moraes: If you try to censor American citizens, even beyond our… https://t.co/QF81Yki9tl
— María Elvira Salazar (@MaElviraSalazar) May 28, 2025
A medida foi anunciada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que mencionou a América Latina, mas não forneceu detalhes sobre os países ou indivíduos que seriam afetados.
Em setembro de 2023, Salazar já havia apresentado um projeto para impedir a entrada nos EUA de autoridades estrangeiras que violassem a Primeira Emenda da Constituição americana, que assegura, entre outros direitos, a liberdade de expressão.
Na época, a parlamentar já havia declarado que Moraes seria parte da “vanguarda de um ataque internacional à liberdade de expressão contra cidadãos americanos como Elon Musk”, após a suspensão do X (antigo Twitter) no Brasil por decisão do ministro.