Viana diz que apoio à CPMI tem muito ‘discurso’ e pouca ‘apuração’
Segundo o senador, ministros do STF e parlamentares de direita e esquerda estão envolvidos e, por isso, não querem as investigações
O senador Carlos Viana (PSD-MG), declarou nesta segunda-feira (8) que o apoio de lideranças políticas para abertura de uma CPMI para investigar as ações fraudulentas do Banco Master, de Daniel Vorcaro, está apenas no “discurso”, sem êxito nas apurações do caso.
O parlamentar tem recolhido apoio de deputados e senadores para a investigação do caso que envolve ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), junto de políticos da direita e esquerda.
“Eu digo pra vocês com muita tranquilidade: tem muito discurso. Muita gente querendo CPMI, muita gente falando. Mas ninguém quer de fato a apuração, porque envolve gente muito importante. Tem gente no Supremo [STF] que não quer, tem gente da esquerda que não quer, que tem muita gente da esquerda envolvida e os vazamentos são só contra a direita. Tem muita gente da direita envolvida. O país exige uma investigação e quer que o parlamento cumpra o papel”, disse Viana em entrevista à CNN Brasil.
O senador que presidiu a CPMI do INSS foi o autor de um novo requerimento, no qual recolheu assinaturas para a abertura de uma investigação, que está nas mãos do senador e presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).
Em sessão no plenário do Senado na semana passada, o senador amapaense afirmou que uma abertura da CPMI serviria apenas de “palanque eleitoral”.
Ao finalizar sua fala sobre o caso, Viana disse ter confiança no trabalho do ministro André Mendonça, relator do caso, tanto sobre as fraudes do INSS e do Master, culminadas em prisões de responsáveis pelas fraudes.
“Eu tenho muita confiança de que o ministro André Mendonça (STF) vai trazer ao Brasil um relatório muito completo em relação a esse caso. Porque o sistema financeiro brasileiro foi alvo, assim como a Previdência, de um grande assalto”, afirmou.