TSE ordena que petistas removam publicações contra Flávio Bolsonaro
O conteúdo possui indícios de desinformação e dano à imagem do senador
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar favorável ao pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), em representação proposta pelo Partido Liberal (PL), entendendo que publicações divulgadas por políticos e perfis ligados ao PT extrapolaram a crítica política ao associá-lo, sem provas, à Operação Unha e Carne, ao crime organizado e ao Comando Vermelho.
O TSE considerou que o conteúdo possui indícios de desinformação e dano à imagem do senador, e determinou a remoção das publicações nas redes sociais.
Em sua decisão, a ministra Estela Aranha destaca que o “pré-candidato não figura como investigado, indiciado ou denunciado na Operação “Unha e Carne”, inexistindo qualquer referência formal a seu nome nos procedimentos correlatos”.
Ela acrescenta que o material “constrói visualmente e discursivamente uma suposta “teia” criminosa, colocando a imagem do representado no centro de fatos atribuídos a terceiros, induzindo o eleitorado à falsa percepção de envolvimento direto em práticas ilícitas de extrema gravidade”.
OS deputados citados na decisão são Gleisi Hoffmann (PT), Lindbergh Farias (PT-RJ), Guilherme Boulos, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, e Rogério Correia (PT-MG).
A decisão assinada nesta segunda-feira (22) decretou a remoção das publicações no período de 24 horas.
Operação Unha e Carne
A Operação Unha e Carne é uma investigação deflagrada pela Polícia Federal (PF), em conjunto com o Supremo Tribunal Federal (STF), que apura um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações dentro da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC).
A ação também investiga o vazamento de informações sigilosas para proteger organizações criminosas.
- Alvos Principais: A operação teve como alvos políticos influentes no estado, incluindo o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o deputado estadual Thiago Rangel.
- Esquema Investigado: As apurações revelaram o direcionamento de contratos de obras e compra de materiais em escolas estaduais para empresas previamente selecionadas. Os desvios eram posteriormente lavados em contas de outras empresas, como uma rede de postos de combustíveis.