arma apreendida

Moraes autoriza que defesa acompanhe Bolsonaro em depoimento

A intenção é que os advogados de Bolsonaro cheguem com antecedência para prepará-lo para os esclarecimentos

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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestando depoimento no STF, acompanhado de sua defesa - (Foto: TV Justiça/YouTube)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteja presente durante seu depoimento para a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta terça-feira (23).

O ex-chefe do Executivo deve prestar esclarecimentos a respeito de uma arma apreendida em uma blitz, registrada em seu nome.

O depoimento será colhido em sua residência, no Condomínio Solar de Brasília, onde cumpre prisão domiciliar.

A intenção é que os advogados de Bolsonaro cheguem com antecedência para prepará-lo para os esclarecimentos.

Nesta segunda-feira (22), a defesa já havia solicitado ao ministro a flexibilização nos encontros e vistas dos advogados a Bolsonaro, uma vez que, devido ao cumprimento de cautelares, as visitas só ocorrem todos os dias, mas com horário limitado (30 minutos).

O ministro relator do caso contra Bolsonaro autorizou as reuniões, defendendo-as sob o argumento de “viabilizar a adequada orientação jurídica e preparação” e direito à ampla defesa.

Na semana passada, um agente do GSI, responsável pela segurança de Bolsonaro, foi parado em uma blitz em Taguatinga-DF, e com ele foi encontrada uma pistola Glock calibre 9mm, que pertencia ao ex-presidente.

A defesa se pronunciou após outro pedido de Moraes, no qual afirmou que o utensílio seria de posse de Bolsonaro e que estaria sendo levado para manutenção a pedido do líder da direita.

Segundo a defesa, desde que Bolsonaro passou a cumprir sua pena de 27 anos e três meses de prisão por suposta tentativa de golpe, ele não recebeu nenhuma intimação da Justiça para que devolvesse seu armamento.

O ato gerou desconfiança em Moraes, que passou a reconsiderar a possibilidade de manutenção da pena em prisão domiciliar.

Prestes a terminar o período de 90 dias, Bolsonaro cumpre pena em casa desde o dia 27 de março, quando precisou ser internado no DF Star em decorrência de uma broncopneumonia e, logo em seguida, realizar sua 10ª cirurgia.