Luciano Hang diz que condenação do TSE ‘foi movida por partidos de esquerda’
O dono das lojas Havan e mais dois políticos foram condenados à inelegibilidade por oito anos
O empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, se pronunciou nesta quinta-feira (5) após a sua condenação proferida pelo ministro André Ramos Tavares, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível por oito anos.
O “Véio da Havan”, como é conhecido o empresário, foi acusado por abuso de poder econômico e político, referente às atuações do empresário nas eleições municipais de 2020.
Em nota publicada no X (antigo Twitter), Hang diz que “discorda totalmente da condenação e reafirma que não existe nenhuma lei que proíba empresários de apoiarem candidatos ou expressarem suas opiniões políticas”.
“Discordo totalmente da condenação e reafirmo que não existe nenhuma lei que proíba empresários de apoiarem candidatos ou expressarem suas opiniões políticas. O empreendedor brasileiro pode e deve participar do processo político sem ser perseguido ou atacado. Enquanto nossa sociedade não admitir isso, jamais será justa e igualitária”, afirmou.
O empresário também afirma que sua condenação foi pedida por partidos da base do governo federal, a coligação União do Povo (formada por PT, PCdoB, PL e PDT), dizendo que Luciano teria influenciado no resultado das eleições municipais de Santa Rosa (RS) em 2020.
“A ação foi movida por partidos de esquerda, que alegaram que o vídeo, no qual eu apareço ao lado do então prefeito e candidato na época, teria influenciado de forma indevida o resultado da eleição no município”, continua o pronunciamento.
O empresário garante que estão sendo estudadas medidas legais cabíveis para reverter a decisão.
Veja a nota completa:
“Recentemente fui declarado inelegível por oito anos por decisão individual do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Ramos Tavares.
Em 2020, durante uma viagem a trabalho para visitar terrenos em Santa Rosa (RS), com o objetivo de construir uma megaloja, tive a oportunidade de encontrar um candidato. Gravamos um vídeo e a decisão foi baseada nesse fato.
A ação foi movida por partidos de esquerda, que alegaram que o vídeo, no qual eu apareço ao lado do então prefeito e candidato na época, teria influenciado de forma indevida o resultado da eleição no município.
O ministro desconsiderou todas as decisões anteriores sobre o caso, que haviam reconhecido o meu direito de se manifestar politicamente, dentro das garantias constitucionais da liberdade de expressão.
Discordo totalmente da condenação e reafirmo que não existe nenhuma lei que proíba empresários de apoiarem candidatos ou expressarem suas opiniões políticas. O empreendedor brasileiro pode e deve participar do processo político sem ser perseguido ou atacado.
Enquanto nossa sociedade não admitir isso, jamais será justa e igualitária. Vou continuar levantando a bandeira da liberdade econômica e de um Estado menor e mais eficiente Agora, estudamos as medidas legais cabíveis para reverter a decisão e confiamos que a Justiça prevalecerá, garantindo o respeito à liberdade de expressão”.