divergências na corte

Gilmar diz confiar em Mendonça na condução do caso Master

O decano afirmou que divergências com os demais colegas na Corte referentes à condução do caso Master não significam uma 'desunião'

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Ministro Gilmar Mendes, do STF. (Foto: Rosinei Coutinho/STF).

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, destacou em sessão no plenário da Segunda Turma que as divergências com os demais colegas na Corte referentes à condução do caso Master não significam uma “desunião”.

O decano também afirmou confiar no trabalho do relator André Mendonça, responsável pelas investigações contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Gostaria de reiterar a confiança que deposito na atuação do relator e desta Segunda Turma. É importante que se diga que eventuais divergências quanto ao mérito de determinada medida processual não são sinônimos de desunião da Corte em relação à importância do caso e à relevância dos direitos fundamentais das pessoas investigadas”, declarou Gilmar nesta terça-feira (30).

Gilmar fez seu discurso de despedida como presidente da Turma, que, por conta do sistema de rotatividade, será presidida pelo ministro Luiz Fux.

Como mostrou o Diário do Poder, o ministro assume os trabalhos e pautas a partir de agosto, afirmando trabalhar em conjunto com Mendonça nas investigações de fraudes do Banco Master.

No entanto, a declaração vem após ele ter feito declarações contra o trabalho de Mendonça no caso.

Em uma entrevista ao programa Roda Viva, Gilmar afirmou que Mendonça havia cometido um “erro crasso” ao participar das discussões com a defesa dos investigados, visando uma possível delação premiada.

O ministro que cuida do caso rebateu, afirmando que “não prende por delação” e que não terá “delação seletiva” em seus casos.

Na sequência, Luiz Fux, ministro que vai assumir a presidência da 2ª Turma no segundo semestre, afirmou que atuará para que divergências entre os integrantes do colegiado “jamais representem discórdia”, mas “mero dissenso”.